As estatísticas da EPTC mostram que, em 2008, atropelamento foi o tipo de acidente que mais matou, 51,79% do total. Um recorde. Fica atrás dos 52,21% registrados em 2001, apenas porque ainda não entraram para as estatísticas de 2008 os meses de novembro de dezembro.
Porto Alegre planeja seu trânsito para os automóveis. Pedestres, cadeirantes, ciclistas, usuários de transporte público, ou seja, a grande maioria da população, tem sido sistematicamente excluída do planejamento urbano. Mesmo assim, todos precisam circular pela cidade planejada para os carros – e em que os motoristas se sentem os donos das ruas. A conseqüência dessa escolha política é um trânsito assassino, contra os mais desprotegidos.
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